Lula se acovarda e não comenta indulto de Bolsonaro ao condenado Daniel Silveira

Pré-candidato a presidente da República pelo PT, até agora Lula não se posicionou sobre o episódio da graça ou indulto, concedido pelo presidente Bolsonaro (PL) ao amigo e aliado deputado Daniel Silveira (PDB), que foi condenado a quase 9 anos de cadeia pelo STF no dia 20 e no dia seguinte, 21 de abril, teve o perdão do presidente.

Numa rápida visita ao perfil do ex-presidente Lula na rede social Twitter nada há postado sobre o indulto, nenhuma linha também pode ser encontrada em outras redes sociais e também não há declaração pública de Lula em emissoras de TV nem em portais de notícias. Simplesmente Lula ignorou o ato que desautoriza o STF e que abre uma crise institucional sem precedentes desde a redemocratização.

O ato presidencial foi duramente criticado por juristas como o ex-ministro da Justiça, Miguel Realy Jr e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Aires Brito, que consideram o episódio, o primeiro desde a promulgação da Constituição de 1988, “flagrantemente inconstitucional por não respeitar o princípio da impessoalidade”.

O indulto ao deputado bolsonarista também foi repudiado por políticos das mais diferentes correntes partidárias, a exemplo do pedetista Ciro Gomes, que considerou o indulto como uma maneira de o presidente “acelerar o passo na marcha do golpe e que será rechaçado pelos defensores do estado de direito”.

O PDT e outros partidos, como o Rede Sustentabilidade, já acionaram o STF para suspender a graça concedida. Em um dos pedidos a ministra Rosa Weber foi sorteada como relatora e deve se posicionar a partir desta segunda-feira (25).

O Supremo Tribunal Federal (STF) CONDENOU o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), por 9×2, a ​oito anos e ​nove meses de reclusão, em regime inicial FECHADO por crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Para a maioria do Plenário, as declarações que motivaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) NÃO foram apenas OPINIÕES relacionadas ao mandato e, portanto, NÃO estão protegidas pela imunidade parlamentar NEM pela liberdade de expressão.

Aliado de golpistas

O ex-presidente está em campanha  e tem se aliado a políticos considerados adversários históricos como Geraldo Alkmin, que deve formar chapa como vice. PT e PSDB duelaram em diversas campanhas e agora, por um capricho de Lula, os petistas estão engolindo o “companheiro” Alkmin. O PSDB votou em massa pelo impedimento de Dilma.

Lula também fez alianças com senadores que estiveram diretamente na execução do que o PT chama de golpe à ex-presidente Dilma Rousseff a exemplo de Renan Calheiros (era presidente do Senado) e Eunício Oliveira, entre outros tantos.