
Moradores da comunidade Céu Azul, em Guarabira, que fica localizada nas proximidades do conjunto Lucas Porpino, receberam ordem de despejo e terão que deixar suas moradias. A área trata-se de uma ocupação e há pessoas que moram no local já faz 40 anos e vivem agora um drama.
Na área ocupada existem pelo menos 68 casas com aproximadamente 300 pessoas residindo, que relatam não ter para onde ir. A ordem de despejo prevê que na próxima terça-feira (28), as famílias comecem a desocupar as residências para que o terreno seja entregue aos proprietários, que acionaram a justiça cobrando a posse.
De acordo com o advogado Fábio Mariano, que representa os moradores, apenas uma senhora foi citada no processo, que por não ter a instrução, acabou correndo à revelia e depois de transitado em julgado não há mais o que ser feito a não ser a desocupação.
Mariano disse que peticionou ao juízo da 5ª Vara da Comarca de Guarabira, solicitando o prolongamento do prazo de cumprimento da ordem de despejo por mais seis meses, a fim de que os moradores encontrem uma saída, um lugar para abrigas suas famílias. No local moram muitas crianças e idosos que necessitam de cuidados.
Na manhã desta sexta-feira (24), em entrevista à Rádio Constelação FM, o monsenhor Luís Percarmona, que tenta uma saída negociada para atenuar o sofrimento das famílias, apelou para que as autoridades possam ter sensibilidade, pois no local moram brasileiros nativos que não têm onde morar e é dever do Estado garantir moradia.
Moradores relataram que a Companhia de Habitação da Paraíba (Cehap) se comprometeu em buscar uma área para que pudesse ser desapropriada para fins de abrigar os invasores, mas nada foi encaminhado até o presente momento.
A Comissão de Direitos Humanos da Subseção da OAB-Guarabira já esteve no local para fazer uma avaliação do quadro e também tenta buscar uma saída menos traumática.




