
Mais de 50 pessoas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Pilar, no Agreste da Paraíba , com sintomas de intoxicação alimentar. A suspeita é de que eles tenham consumido peixe estragado que foi distribuído pela prefeitura da cidade para a Semana Santa. De acordo com o município, sete toneladas de pescado foram entregues à população.
Os peixes foram distribuídos pela prefeitura entre a terça-feira (15) e a quarta-feira (16). A Saúde do Município começou a identificar um número significativo de pessoas dando entrada com sintomas característicos de intoxicação alimentar, e todos relatavam ter tido contato com o pescado doado.
No total, 55 pacientes foram atendidos e receberam alta em seguida. Nenhum deles retornou à UPA, o que segundo os médicos do local indica que o tratamento vem surtindo efeito.
Dentre os principais sintomas, estão vermelhidão, vômito, náusea, formigamento, coceira e inchaço. Nenhum caso mais grave foi identificado.
Alguns dos pacientes alegaram que o peixe tinha um gosto ruim, que interromperam o consumo ao primeiro sinal de problema, mas que ainda assim passaram mal. “O primeiro pedaço do peixe tava bom, mas o segundo estava com gosto de ‘podre'”, disse o caminhoneiro Alaelson Farias, que passou mal, mas não procurou atendimento médico.
“Comi do peixe e comecei a sentir um formigamento no corpo. Começou a coçar, a ficar vermelho. Também deu febre”, disse o agricultor Joseilton Pontes, que decidiu procurar a unidade de saúde.
Em meio ao problema, a secretária de Saúde da Prefeitura de Pilar, Yuanna Raynare, pediu para que preventivamente a população não consuma o pescado distribuído.
A Vigilância Sanitária do município pegou amostras do peixe e vai levar para análise do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), com sede em João Pessoa. Eles querem ter certeza se foi o peixe distribuído pela Prefeitura o foco do problema.
No dia anterior, a Prefeitura já tinha emitido nota se solidarizando com as pessoas afetadas e alegando que “o produto foi comprado seguindo todas as regras de controle sanitário”.
Créditos: g1pb




