
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado, 28, o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O parecer previa o indiciamento de mais de 200 pessoas investigadas por fraudes em aposentadorias e pensões.
Entre os nomes citados estavam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O relator pediu indiciamento do filho do presidente da República por envolvimento no esquema de roubo de aposentadorias e pensões.
Ele foi apontado como uma espécie de lobista que teria ajudado a abrir as portas do Poder Executivo a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Também estavam na lista o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Apesar de a oposição ocupar cargos-chave na comissão, a base governista conseguiu maioria e derrubou o texto por 19 votos a 12. Com o encerramento da sessão sem análise de uma versão alternativa, a CPI foi concluída sem um relatório aprovado.
Paralelamente, o relatório apontou a existência de uma rede de 41 empresas que teriam sido usadas para movimentar recursos de origem ilícita, com volume estimado em até R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025.
Segundo o documento, “a quase totalidade” dessas empresas apresentava características de fachada, com movimentações financeiras rápidas e sem atividade econômica clara.
Mesmo com o material reunido, a rejeição do parecer impede que as recomendações de indiciamento sejam automaticamente encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, responsável por avaliar eventuais denúncias.




