Aesa mantem restrições ao uso das águas do açude Acauã

agosto 19, 2016
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aesa restricoes das aguas do acude acaua (1)

Em função do prolongamento da estiagem, a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) decidiu manter as restrições ao uso das águas do açude Argemiro Figueiredo – conhecido popularmente como Acauã e localizado na cidade de Itatuba. A retirada de água para agricultura irrigada, aquicultura, piscicultura e carcinicultura só pode ser realizada nos finais de semana.

A resolução que restringiu o uso das águas completou três meses na terça-feira passada. No dia seguinte, a direção da Aesa apresentou a situação da barragem para representantes de oito municípios. “Acauã tem capacidade para 253 milhões de metros cúbicos de água, mas atualmente está com pouco mais de 29 milhões, ou seja, apenas 11,6% da capacidade.”, alertou o presidente da Aesa, João Fernandes, durante o encontro que aconteceu no ginásio de esporte da cidade Salgado de São Félix.

Por causa do baixo nível da barragem Acauã, a vazão regularizada da caixa de descarga foi limitada a 380 litros por segundo, exceto por um período de 48 semanas, quando a liberação será de 680 litros por segundo. “Precisamos usar com cautela a pouca água que nos resta. Nossas prioridades são o abastecimento humano e animal, além de proteger a agricultura de subsistência”, acrescentou João Fernandes, explicando a necessidade de manter as restrições.

Participaram do encontro em Salgado de São Félix, representantes da prefeitura local e das cidades de Itatuba, Pilar, Mogeiro, Juripiranga, São José dos Ramos, Itabaiana e São Miguel de Taipu. E também membros do Comitê de Bacias Hidrográficas da Paraíba, servidores do Ministério Público Estadual, Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater), Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba (Sedap) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag).

Chuvas – Durante o mês de julho choveu pouco em todo o Estado. Mesmo no Litoral, as precipitações ficaram abaixo da média histórica. “O período chuvoso na nossa faixa litorânea é de abril a julho, chovendo mais em junho e julho. Mesmo assim, a média histórica de pluviometria ficou abaixo da média nesta região. A principal causa foi a diminuição da força dos ventos que trazem a umidade do Oceano Atlântico para a costa nordestina.”, afirmou a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira.

Em João Pessoa, onde a média histórica de julho é 240 milímetros, choveu apenas 45,8 milímetros, ou seja, uma queda de 81% no índice pluviométrico. Mesmo com a redução significativa, a capital paraibana ocupa o posto de cidade onde mais choveu este ano, com 1.338,6 milímetros.

Açudes – Dos 126 reservatórios monitorados pelo Governo do Estado, 39 estão com mais de 20% do seu volume total, 32 tem menos de 20%, 54 estão em situação crítica (com menos de 5% do volume total) e um está sangrando. A relação completa e o nível de cada reservatório estão disponíveis no sitewww.aesa.pb.gov.

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