Chegou o mascote!

Por mais que saibamos, a verdade é que cada filhote será diferente e o aprendizado se dará por completo à medida que o tutor se envolver

fevereiro 22, 2017
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Por João Paulo Prado

 

A chegada de um filhote em nossa casa é cercada de alegria, proporcional a preocupação quanto a sua saúde e a boa adaptação ao novo ambiente ao qual o mesmo passará a habitar, seja um cão, gato ou qualquer animal de estimação.  Da mesma forma que nos preocupamos quando adquirimos um carro, um eletrodoméstico, informações precisam ser muito bem colhidas para que o nosso pequeno não encontre dificuldades nesse desafio.

Sim, por mais que criadores tenham experiência, o veterinário é o profissional capaz de fazer o papel de “manual de instruções” e não falo apenas quando o filhote já se encontra em nossa casa. Antes mesmo da aquisição, uma boa conversa ajudaria na harmonização animal/ambiente e essa consultoria pode ser feita em muitas ocasiões sem custo por parte do pretendente.

A boa procedência na aquisição pode ser o melhor pontapé inicial! Animais oriundos de criatórios responsáveis, cujo os pais demonstrem boa saúde, genética, nutrição e profilaxia de doenças adequadas é de grande valia para que tenhamos também filhotes mais fortes, de bom desenvolvimento e resistentes à doenças. E não falo apenas de animais de raça. Quem dispor de interesse por animais sem raça definida, uma boa origem seria igualmente útil, apesar de que cães “sem pedigree” possuem naturalmente uma resistência muito maior que cães de linhagens mais puras.

Ao chegar, o mascote precisa encontrar um ambiente limpo, comedouros e bebedouros higienizados, água fresca e de boa qualidade (trocada de 2 a 3 vezes por dia) ração de qualidade específica para a idade e porte do animal fornecida em porções especificadas no rótulo das mesmas divididas em 3 porções diárias, sempre removendo as sobras para que a mesma não venha a atrair insetos, ratos, pássaros e até mesmo evitar fermentação, perda de sabor e propriedades nutricionais , além de colocar tapetes higiênicos para que eles façam suas necessidades fisiológicas. Caso o mascote seja um gato, deixar a sua ração sempre disponível, pois o animal possui um hábito alimentar diferente (come sempre pequenas porções durante o dia todo) e dispor de uma caixa de areia higiênica que servirá como o seu banheiro.

Lembrar sempre que nos primeiros dias o tutor precisará ter muita paciência. A mudança do ambiente, a ausência da mãe e a criação de novos hábitos vêm cercados de muito estresse por parte do filhote, o que pode proporcionar rebeldia e desobediência no início. O tutor, nesse caso, precisa estar muito presente, observando atitudes desagradáveis e amorosamente corrigindo tais atos sem a necessidade de agredir ou desesperar-se. Brinquedos precisam estar disponíveis, pois mordeduras são obrigatórias nessa idade. A erupção dentária é uma situação incômoda e morder trás para eles alívio. Gatos possuem brinquedos específicos. O hábito de afiar as garras e brincadeiras de caça são pra eles necessários e arranhadores, bolinhas, brinquedos que simulam suas presas precisam estar à disposição.

Nessa fase, visitas ao veterinário são frequentes, seja para acompanhamento do desenvolvimento, para esclarecimento de dúvidas que individualmente os animais podem apresentar (comportamento, necessidades higiênicas, suplementação) e para profilaxia parasitária (endo e ectoparasitismo) além da vacinação, tema esse que enfatizarei na próxima postagem.

Por mais que saibamos, a verdade é que cada filhote será diferente e o aprendizado se dará por completo à medida que o tutor se envolver com seu animalzinho. Da mesma forma que sentimos dificuldades de entendê-los em muitos momentos eles sentem o mesmo. O importante e ter paciência e perseverança quanto àquilo que esperamos que eles sejam, mas caso eles não queiram ser o que desejamos que os amem da mesma maneira!

João Paulo Prado é médico veterinário
E mail: [email protected]
Telefone: (83) 98879-1877

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