Contra Cunha e Temer: cresce discurso por novas eleições

abril 19, 2016
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Em reação a continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, decidida no domingo (17) pela Câmara dos Deputados, políticos contrários a um governo Michel Temer, com apoio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e setores do PT estão engrossando o coro por novas eleições.

Embora seja incipiente entre os petistas e tratada com ressalvas para não deixar a impressão de assunção da incompetência da presidente Dilma, a ideia tem sido apontada como uma saída.

Há ainda um temor de que a defesa por novas eleições neste momento signifique que o governo “jogou a toalha” e reconhece que não tem chances de enterrar o impeachment no Senado.

A própria presidente Dilma não descartou completamente a sugestão de novas eleições. Questionada, ela respondeu apenas que todas as alternativas são passíveis de avaliação, “mas eu não estou avaliando isso agora”.

A convocação de novas eleições, já defendida anteriormente pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também ganhou corpo entre um seleto grupo de senadores.

“Essa proposta é dar ao povo o que é do povo, queremos que a população decida quem será o próximo presidente da república. Com a democracia tudo, sem a democracia nada. Assim, estamos contribuindo para uma grande conciliação, para que o país volte a crescer”, disse Paulo Paim (PT-RS), em nota.

Na avaliação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), as ruas rejeitam a chapa Dilma-Temer. “A melhor solução para uma crise política excepcional é uma medida excepcional. Que o povo decida o que é melhor para o Brasil, nesse momento. Precisamos devolver à soberania popular, ao eleitor brasileiro, o direito de escolha dos novos mandatários da Nação.”

Para tirar a proposta do papel, é preciso que o Congresso aprove uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC). A medida, porém, deve encontrar resistência, principalmente na Câmara, onde o impeachment já foi aprovado por maioria absoluta, exatamente o mesmo tanto de votos necessários para aprovar a PEC. Teria que contar ainda com aval do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Correligionário de Temer, que se beneficia com o impeachment, é Cunha quem instala a comissão da PEC na Câmara.

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