Flamengo dedica título da Libertadores a dez jovens mortos em incêndio no Ninho

O bicampeonato da Libertadores conquistado neste sábado (23) foi dedicado pelo Flamengo às dez vítimas do incêndio do Ninho do Urubu no início do ano. Após a partida, o clube usou as redes sociais para mostrar que que os jovens atletas que morreram não foram esquecidos.
“Esse título foi por vocês! Por #Nossos10! Nossos eternos #GarotosDoNinho”, escreveu o Flamengo no Twitter.

Vale lembrar que a torcida também cantou a música em homenagem aos jovens durante a comemoração do título no estádio Monumental, em Lima, no Peru. “Ah, como eu queria ver vocês aqui. Honrando o manto do Mengão, com raça e paixão. Mas, essa Nação jamais vai esquecer. O Flamengo vai jogar, pra sempre por vocês! Ôôô, olê olê olê olê olê, são 10 estrelas a brilhar. No céu do meu Mengão!”.

O incêndio no Ninho do Urubu aconteceu no dia 8 de fevereiro e fez 10 vítimas fatais, além de três feridos. Até o momento, o Flamengo fechou quatro das 11 negociações por indenizações. Já houve acordo com as famílias de Athila Paixão, de Gedson Santos, o Gedinho, de Vitor Isaías e com o pai de Rykelmo.

Com a mãe de Rykelmo, que entrou na Justiça, e com os familiares de Arthur Vinícius, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Jorge Eduardo, Pablo Henrique e Samuel Thomas ainda não houve resolução. As defesas não estão sendo conduzidas de forma coletiva.

O título

Sábado, 23 de novembro de 2019. Data em que todas as gerações vivas de torcedores do Flamengo podem se olhar com o mesmo sentimento. Os rubro-negros de 40 e poucos anos ou mais novos, que não tinham nascido ainda em 1981 ou que eram pequenos demais na época, cresceram ouvindo as façanhas daquele time mágico de Zico e companhia. Narrativas que soavam mais como ficção do que realidade para quem não “viu com os próprios olhos”. A veracidade de uma história, por mais “baseada em fatos reais” que seja, só ganha contornos lúdicos na vivência. E hoje, eles podem dizer: “Pai, agora eu sei como é”.

Foram décadas na fila, amargando decepções na elite do continente enquanto flertava com o perigo em campeonatos nacionais. Mas o time versão 2019, com um novo futebol que encanta (embora tenha ficado aquém do esperado na final), foi coroado no Estádio Monumental de Lima, no Peru. O Flamengo de Jesus, Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta & Cia. destronou o copeiro River Plate na Libertadores em uma decisão histórica, a primeira em jogo único e campo neutro: 2 a 1, de virada, com um gol de Borré para os argentinos e dois de Gabigol “para inglês ver” (o jogo foi transmitido ao vivo em Londres). Falando em Inglaterra, Liverpool, Mundial… Seria sonhar demais “botar os ingleses na roda” de novo?