
No final da tarde desta terça-feira (11), um acidente na empresa de rações do grupo Guaraves Alimentos, localizada no bairro de Areia Branca, em Guarabira, por pouco não provocou uma tragédia.
Uma estrutura metálica, utilizada para armazenar matéria-prima para a fabricação de ração, se rompeu e foi abaixo, provocando o rompimento total do silo, que desabou sobre o muro dos fundos da empresa e todo sorgo que havia dentro do silo invadiu partes internas da empresa, a rua e ainda atingiu algumas casas do entorno, danificando portões.
No momento do acidente, moradores que estavam em suas residências se assustaram com uma espécie de explosão vinda da fábrica. Algum tempo depois, se percebeu o estrago feito com o desmoronamento do silo.
Com o impacto, pelo menos uma residência teve o portão danificado e uma criança de 9 anos, que estava perto da casa, por muito pouco não foi atingida por fragmentos do muro que se espalharam pelas proximidades. A menina, assustada, teve de ser amparada pelos pais e vizinhos.
Afim de minimizar o inconveniente do acidente, a Guaraves reservou apartamentos do France Hotel para abrigar famílias que tiveram os portões de suas casas danificados, até que se sejam recuperados.
Diretores da Guaraves admitiram, em entrevista à imprensa, que uma avaria no silo foi verificada na manhã de hoje e que a empresa sabia dos riscos e afirmaram ter isolado a área. Outro silo, que foi parcialmente atingido, também corre risco de ruir. A empresa disse que está adotando as providências para evitar que a estrutura possa se romper.
Moradores reclamavam
Quem mora no entorno da fábrica reclamava do barulho provocado com a operação dos equipamentos e outros inconvenientes. Emissoras de rádio foram utilizadas para pedir providências aos diretores. Um manifesto foi divulgado nas redes sociais denunciando o incômodo.
Veja:
MANIFESTO EM DEFESA DO BEM-ESTAR DOS MORADORES
Nós, moradores da Rua Manoel Carlos da Silva, manifestamos nossos protestos em razão de inconvenientes situações provocadas aos que residem nessa artéria, a partir de poluentes físicos e auditivos, provenientes da fábrica de rações do grupo Guaraves Alimentos, localizada em perímetro urbano, ao lado de aglomerado de residências, a saber:
Nos últimos meses, temos observado cotidianamente, no período noturno, um ruído oriundo da fábrica, com estalos em sequência e em alto volume, incomodando deveras a nossa audição, a ponto de atrapalhar a comunicação falada, causar desconcentração e prejudicar a compreensão de mensagens vindas de equipamentos de entretenimento como televisão e outros;
– Também em período noturno, desde muito tempo, uma nuvem de fumaça vinda das chaminés da fábrica, se espalha sobre as residências, acompanhada de cheiro peculiar, característico de ração animal fabricada na empresa, provocando reações alérgicas e respiratórias em crianças e adultos. Essa dita nuvem de partículas de ração deixa objetos que ficam em ambientes externos, encobertos de uma espécie de pó, o que depreende-se ser da poeira vinda da fábrica.
– Registamos por oportuno a providência do grupo Guaraves Alimentos em canalizar dejetos advindos da empresa, que provocavam odor quase insuportável, solucionando uma demanda reclamada por nós, moradores.
Ante o exposto, solicitamos da direção dessa empresa a presteza de fazer gestão no sentido de buscar uma solução para os problemas apontados, objetivando o bem-estar dos moradores que escolheram o ambiente para morar e construir suas famílias.
Embora não queiramos iniciar uma relação litigiosa com a empresa, alertamos que a não tomada de providências para sanar os problemas expostos, não nos restará outra alternativa senão acionar as vias legais cabíveis.
Nossos cordiais cumprimentos,





