Manifestações em 13 estados marcam um mês da morte de Marielle e Anderson Gomes

Logo no início do dia, o Amanhecer por Marielle e Anderson, se espalhou por diversos bairros do Rio e cruzou fronteiras para outros estados e países

abril 15, 2018
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Este sábado foi um dia de muitas manifestações em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL) e ao motorista Anderson Gomes e marcou um mês do crime que provocou a morte dos dois, em 14 de março, no Estácio, região central do Rio. Marielle foi atingida na cabeça por quatro tiros e Anderson foi morto por três disparos nas costas. Uma assessora de Marielle que também estava no carro sobreviveu ao ataque com ferimentos por estilhaços.

Logo no início do dia, o Amanhecer por Marielle e Anderson, se espalhou por diversos bairros do Rio e cruzou fronteiras para outros estados e países. Em nome da vereadora e do motorista, o partido dela, o PSOL, e diversos movimentos sociais marcaram eventos pela internet. No Brasil, houve mobilização no Distrito Federal e em 13 estados, entre eles, Piauí, Ceará, Paraíba, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Fora do país, ocorreram manifestações nos Estados Unidos, Canadá, Peru, na Argentina, Itália, Alemanha, Suécia, Suíça, nos Países Baixos, no Reino Unido, na Hungria, em Portugal e na França.

O site de Marielle informava a intenção dos atos: “Precisamos mostrar que estamos transformando nossa dor em força, que não daremos nenhum passo atrás e que nem o tempo nem o medo vão nos calar!”.

Com este propósito, diversas pessoas foram às ruas reforçar as causas que a vereadora defendia: contra o racismo, a intolerância religiosa, o preconceito e a violência contra negros.

No Rio, ocorreram manifestações em vários bairros. Em Campo Grande, na zona oeste, o estudante Cauã Lopes, de 18 anos, levou uma tela com o desenho do rosto de Marielle para incentivar as crianças a colorirem. “A gente resolveu criar uma arte que atraísse o público infantil, sob o ponto de vista de que a criança também faz parte da questão política”, disse.

Cauã faz parte do Coletivo Juntos que era incentivado por Marielle. O estudante tem se recordou do contato que teve com a vereadora. “Meu convívio com a Marielle foi muito forte porque a minha família é composta por negros e a minha irmã, Yamê Pedrosa, foi a primeira mulher da zona oeste que participou da comissão de diretos da mulher negra da OAB. O mandato dela [de Marielle] sempre foi muito receptivo conosco. O que ela sonhava para a comunidade negra e em geral a gente sempre se identificou”, disse.

Da Agência Brasil

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