Morte de Rayla completa um mês e mãe da vítima pede que caso não seja esquecido

A morte da jovem guarabirense Rayla Cavalcante, de 23 anos, completou um mês na última segunda-feira (16) e segue gerando repercussão na região. O caso aconteceu no município de Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, e ainda é investigado pela Polícia Civil da Paraíba.

Na manhã desta quarta-feira (18), a mão de Rayla, a senhora Mariquinha, concedeu entrevista ao repórter Zé Roberto, da Constelação FM, pedindo que o caso não seja esquecido e que neta, filha da vítima, todos os dias olha para o céu e diz que a mãe virou uma estrelinha.

“Espero que o caso da minha filha não seja esquecido. Eu choro todos os dias pensando na minha filha, vendo as roupas dela, as coisas que ela deixou. Minha netinha sempre me chama para olhar as estrelinhas dizendo que a mãe dela está no céu e ela imagina que um dia a mãe vai voltar”, contou chorando.

A mãe da vítima disse temer que Renato seja solto, pois sabe que há muitas falhas da própria Justiça, mas espera que ele pague pelo que cometeu.

De acordo com as informações apuradas, Rayla estava em uma motocicleta com o namorado, Renato Ferreira Salustiano, de 24 anos, quando caiu do veículo. Em depoimento à polícia, Renato confessou que teria empurrado a jovem, que acabou batendo a cabeça no chão e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no local.

Após o ocorrido, Renato foi preso e permanece recolhido em uma unidade penitenciária do estado. O caso segue sob investigação para esclarecimento de todas as circunstâncias.

A defesa do acusado, no entanto, sustenta uma versão diferente. Segundo os advogados, Renato estaria tentando se desvencilhar de supostas agressões praticadas por Rayla no momento do ocorrido. Ainda conforme a defesa, exames teriam constatado lesões na região do pescoço e do abdômen do suspeito, o que reforçaria a tese apresentada.

O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades e aguarda os desdobramentos da investigação e do processo judicial.