Movimento por impeachment da presidente Dilma perde força

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Os adversários da presidente Dilma Rousseff dentro do PMDB, maior partido da coalizão governista, estão perdendo as esperanças de que podem promover o impeachment da petista e substituí-la pelo vice presidente Michel Temer, que também preside o PMDB.

A decisão no fim de 2015 do Supremo Tribunal Federal (STF) que ampliou a autoridade do Senado, onde a base de Dilma é mais sólida, no processo de impeachment, reduziu a influência do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto do Palácio do Planalto, e enfraqueceu o esforço dos partidos de oposição para tirar Dilma do cargo.

Defensores do impeachment acusam a presidente de ter manipulado as contas públicas para elevar os gastos em 2014, ano em que se reelegeu para um segundo mandato.

Mas, nas últimas semanas, um crescente consenso surgiu no ambiente político de que as evidências contra Dilma são muito frágeis para justificar o impedimento.

O governo está confiante de que tem mais que o um terço dos votos necessários nas duas Casas do Legislativo para garantir que o processo não tenha andamento.

“A força do impeachment diminuiu, sim, em função da intervenção brutal do Supremo sobre a Câmara em dezembro. Foi uma intervenção absurda, em que alguns ministros a serviço do Planalto rasgaram a Constituição e o regimento da Casa”, disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que acredita que Dilma deve deixar o cargo para o Brasil se recuperar de sua pior recessão desde a Grande Depressão da década de 1930.

Os críticos mais ferrenhos de Dilma dentro do PMDB estão agora focados em seus esforços para buscar o rompimento da aliança com o governo na convenção do partido, marcada para março. Eles esperam que esse rompimento provoque a queda do governo pouco mais de um ano depois do início do segundo mandato de Dilma.