
Em 1983, o baiano Moraes Moreira já cantava: “agora como é que eu me vingo de toda derrota da vida, se a cada gol do Flamengo eu me sentia um vencedor”. Na ocasião, ele lamentava a ida de Zico, o maior ídolo do clube, para a Europa.
Hoje, 42 anos depois, milhões de pessoas esqueceram as mágoas e frustrações do dia a dia quando o zagueiro Danilo acertou uma cabeçada e marcou o gol do quarto título da Libertadores do Flamengo.
Neste domingo (30), centenas de milhares desses vencedores retratados por Moraes Moreira se reuniram no Centro do Rio de Janeiro para, juntos, mostrar ao time o tamanho da importância dessa vitória para eles.
Do alto de um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros, os jogadores comemoraram com parte da “Nação”, como a torcida do Flamengo se autointitula, a vitória do sábado (29) no Estádio Monumental de Lima, no Peru.
A multidão que enfrentou horas de espera sob o sol e lotou a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, duas das principais vias do centro da cidade, é uma expressão do poder de mobilização pelo futebol.
Revanche
A vitória teve gosto de revanche para os rubro-negros, que perderam a decisão de 2021 para o próprio Verdão, no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Na ocasião, o título alviverde veio após um erro de Andreas Pereira, à época no time carioca, que o atacante Deyverson aproveitou. O volante desta vez esteve no lado palmeirense da final, com participação discreta.
O título coroa uma geração extremamente vitoriosa, que levantou 16 taças desde 2019, sendo três Libertadores (2019, 2022 e 2025). Todas com as presenças do meia Giorgian de Arrascaeta – eleito o craque da edição deste ano – e do atacante Bruno Henrique. Ambos se tornaram os jogadores mais vezes campeões pelo clube.




