Pets! Por quê?

Desde o momento que recebi o convite para escrever uma coluna no Portal 25 horas, penso por qual tema iniciar os trabalhos… E por que não pelo começo? Por que não desde a primeira ideia a qual colocamos na cabeça termos uma companhia animal em nosso convívio?

Pet , por sua definição, significa animal de estimação (ou mascote) que por sua vez caracteriza-se por um animal doméstico selecionado para o convívio com os seres humanos, seja ele puramente para companhia, para divertimento ou para funções mais complexas como guarda, caça, tratamento de psicopatologias, etc.

E quais os fatores devemos considerar para tê-los? Hoje na nossa cidade, todos os dias vemos nas calçadas, ruas e prédios públicos um elevado número de animais vagantes, sem tutores, abrigos ou alimentação adequada oferecendo risco de doenças à população (zoonoses) além de acidentes por mordidas, arranhaduras, quedas de motos, etc. A grande maioria desses animais um dia teve uma morada, porém, a falta de um planejamento adequado para a decisão de adotar um mascote, leva a um desconforto doméstico a qual a decisão mais prática, econômica e cruel é o abandono!

Cães e gatos são as espécies mais comuns entre os pets e dentro de cada espécie existem particularidades que devemos levar em conta na hora de levarmos às nossas residências. Então é preciso entender os motivos pelos quais a família ou o indivíduo decidiu ser aquele o momento certo para aquisição do animal de estimação. Nesse caso é necessário sempre questionar: cão ou gato? Finalidade (companhia, guarda, caça)? Idade dos integrantes da família (bebês, crianças, idosos). Mora em casa ou apartamento? Posso bancar todas as despesas (ração, higiene, veterinário e muitas outras)? Comprar ou adotar? Macho ou fêmea? Pequeno ou grande porte? Pêlo longo ou curto? Raça ou sem raça?  Todos na família estão de acordo?

Alguns pontos devem ser observados quanto à origem de cada animal. Conhecer as características habituais de cada raça (e possíveis transtornos) até mesmo características de seus pais como possível agressividade, hiperatividade, dominância ou bom relacionamento com crianças entre outras. Cães e gatos, quando gozam de boa saúde, alimentação adequada, vivem em média de 13 a 15 anos com variações de acordo com a raça e estilo de vida. É preciso que os tutores estejam preparados para atender as necessidades dos animais do início ao final da vida.

A aquisição responsável propicia usufruir de todos os benefícios da companhia de um cão ou de um gato e há relatos comprovados que uma convivência saudável minimiza tristeza, depressão e melhora sensivelmente a qualidade de vida de crianças, adultos e idosos… Seja um cão ou um gato, um animal de estimação só faz bem!

João Paulo é médico veterinário
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