PGR pede condenação de Pâmela Bório por atos antidemocráticos

A Procuradoria-Geral da República (PRG) pediu a condenação da ex-primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, por ter participação ativa nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando houve a invasão aos Três Poderes, em Brasília. O pedido, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi apresentado nesta segunda-feira (26), nas alegações finais do processo contra Pâmela.

A ex-primeira-dama, Pâmela Bório, é ré no processo em que responde por diversos crimes, como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano ao patrimônio público.

Segundo o texto do pedido de condenação da PGR, a ex-primeira-dama atuou como “executora material da invasão às sedes dos Três Poderes, ao lado de um grupo que, inconformado com o resultado das eleições presidenciais de 2022”. Além disso, o documento destaca que Pâmela Bório, assim como este grupo, “buscava a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e a derrubada do governo eleito.”

A PGR aponta como provas para imputar o pedido de condenação publicações feitas pela ex-primeira-dama nas redes sociais, no dia da invasão, com frases como: “Indo à luta!!!”, “Fora comunistas!!! O Brasil é nosso!” e “Dia histórico! Tomamos o Brasil das mãos da quadrilha!!!”. Em uma das gravações, aparece ao lado do filho menor de idade, que afirma estar “fazendo história… tirando o Brasil da mão do comunismo tirano”.

Em agosto de 2024, ela foi tornada ré em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela participação dos atos antidemocráticos. Pâmela Bório foi casada com o ex-governador Ricardo Coutinho (PT).

Além do pedido de condenação da PGR, o órgão também oficializou junto ao STF o pedido de ressarcimento financeiro para os danos materiais causados pelos atos que Pâmela Bório responde, com a fixação de valor mínimo para pagamento.

Para embasamento do processo, a procuradoria elencou prejuízos relacionados à invasão no dia 8 de janeiro de 2023. O órgão destacou também que as depredações atingiram edifícios tombados.

Créditos: g1