Quase 2,5 mil estudantes não vão fazer provas do Enem nas cidades de Areia, Bananeiras e Cabedelo

novembro 5, 2016
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O Ministério da Educação confirmou na manhã desta sexta-feira (4) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece no sábado (5) e domingo (6), foi adiado para 2.468 inscritos que fariam a prova em instituições de Areia, Bananeiras e Cabedelo. O motivo apontado seria as ocupações que aconteceram nestes locais nos últimos dias.

No campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em Areia, no Agreste paraibano, 600 pessoas vão deixar de fazer o exame. Na mesma instituição em Bananeiras, a prova foi adiada para 1.478 inscritos que fariam a prova nos campi de Agroecologia e Centro de Ciências Humanas Sociais e Agrárias. Já no campus do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), em Cabedelo, o Enem também foi adiado e 440 pessoas não devem fazer a prova.

Em contato com o G1, as duas instituições informaram que não há mais ocupações nestes locais. O IFPB disse ainda que os estudantes dos campi de Sousa, Cajazeiras e Cabedelo devem voltar a ocupar os prédios após a prova.

Ocupação na UFCG em Sumé
Cerca de 50 estudantes estão ocupando o Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) em Sumé, no Cariri paraibano, desde a noite da quinta-feira (3). O prédio é local de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e os manifestantes prometem barrar a realização do exame.

O G1 entrou em contato com a direção do CDSA, mas foi informado que os responsáveis saíram do local após a ocupação. A assessoria de imprensa da UFCG, no entanto, nega que o prédio esteja ocupado.

De acordo com o estudante Diego Kehrle, a motivação da ocupação é que o grupo é contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55, que já tramita no Senado e limita os gastos públicos por 20 anos. “Nós estamos seguindo uma pauta nacional. Fizemos uma assembleia entre os alunos e deliberamos pela ocupação”, disse.

Sobre o prédio ser local de prova do Enem, o estudante disse que a intenção do grupo é não permitir que a prova seja realizada. “Não adianta realizar um Enem quando a universidade e toda área da educação está ameaçada no país”, continuou Diego Kehrle. Até as 11h (horário local), o MEC não havia adiado a prova neste campus.

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