Vendas no varejo paraibano registram maior expansão do país, revela IBGE

É o segundo mês consecutivo positivo que o varejo paraibano na pesquisa do IBGE apresenta alta

janeiro 11, 2017
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As vendas do comércio varejista da Paraíba fecharam o mês de novembro com expansão de 11% sobre o mesmo mês do ano de 2015, maior taxa de crescimento do país, segundo informou a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, o país registrou um tombo de 3,5% nas vendas.

Apenas seis unidades da federação, incluindo a Paraíba, apresentaram resultados positivos (SC; RR; RS; PR e SE), mas com índices bem abaixo do Estado paraibano como é o caso, por exemplo, de Santa Catarina que ficou em segundo lugar na taxa de expansão no volume de vendas com alta de 4,2%.

É o segundo mês consecutivo positivo que o varejo paraibano na pesquisa do IBGE apresenta alta, mesmo o país atravessando um forte quadro de recessão econômica. Em outubro, a Paraíba havia se destacado nas vendas do varejo nacional ao ter apresentado alta de 0,8% na comparação sobre o mesmo mês do ano anterior, o que representou a segunda melhor taxa entre as unidades de federação, enquanto o país havia amargado um forte recuo de 8,2% nas vendas.

Em relação ao desempenho sobre mês de outubro, na série livre de influências sazonais, a Paraíba registrou também forte crescimento do varejo em novembro (3,8%), alcançando a segunda maior taxa de crescimento entre as 27 unidades da federação, atrás apenas de Tocantins (6%), que tem base mais fraca de comparação. A média da Paraíba ficou bem acima do país (2%) e dos Estados do Nordeste como maiores taxas nesse tipo de comparação: Bahia (1,8%), Sergipe (1,4%), do Rio Grande do Norte (1,2%) e de Pernambuco (1%).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos, motos, partes e peças de material de construção, a variação da Paraíba não apenas foi positiva, mas também expressivas com alta de 3,2%, também a maior taxa do país, que amargou na mesma comparação de novembro de 2016 ante o mesmo mês de 2015, queda de 4,5%. Além da Paraíba, apenas os Estados de Roraima (2,9%); Rondônia (2,1%) e Paraná (1,6%) apresentaram índices positivos no comércio varejista ampliado.

Além da melhora ou estabilidade de alguns índices como desemprego, confiança e a queda da inflação, a gerente de Serviços e Comércio do IBGE, Isabela Nunes Pereira, disse que “a estabilidade do pagamento dos servidores públicos do Estado, da União e dos principais municípios” também contribui com os resultados do varejo. Segundo dados do PIB da Paraíba do Ideme/IBGE, mais de um terço das riquezas geradas na Paraíba vêm da administração pública e os salários em dia têm uma relação direta com o desempenho do varejo.

O desempenho de novembro reduziu fortemente a taxa negativa no acumulado do ano no varejo paraibano. As vendas que estavam acumuladas negativamente em 3,2% até o mês de outubro, nos onze meses até novembro do ano passado caíram para 1,9%, deixando a Paraíba, Minas Gerais (-1,5%) com as menores taxas de queda do país ao lado de Roraima (1,2%), único Estado com taxa positiva no ano. Já o país amarga uma forte queda de 6,4% em onze meses no volume de vendas.

Taxa de crescimento do comércio varejista de novembro

Unidade da Federação
Taxa de crescimento de novembro sobre o mesmo mês de 2015 em %

PARAÍBA
                 11%
Santa Catarina
                 4,2%
Roraima
                1,7%
Rio Grande do Sul
                 1,1%
Paraná
               0,4%
Sergipe
               0,2%
Minas Gerais
              -0,9%
Maranhão
             -3,3%
São Paulo
             -3,4%
BRASIL  
              -3,5%
Mato Grosso do Sul
               -4%
Acre
               -4%
Espírito Santo
              -4,8%
Goiás
               -5,4%
Tocantins
              – 5,4%
Alagoas
             -5,5%
Rio G. do Norte
             -5,7%
Distrito Federal
            -5,8%
Ceará
             -6%
Pernambuco
             -6,4%
Rio de Janeiro
            – 6,8%
Piauí
             -7,3%
Bahia
              -7,5%
Rondônia
              -7,7%
Amazonas
               -9,1%
Amapá
             -10%
Mato Grosso
              -12%
Pará
             -13,7%
PMC/IBGE

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