Vené descarta disputa ao Governo e se diz focado na reeleição

O deputado frisou que o nome do grupo deve ser estadualizado e ser trabalhado pelo menos um ano antes da eleição

junho 19, 2017
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O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) desmentiu que seja o candidato do governador Ricardo Coutinho (PSB), nas eleições de 2018.

Em entrevista nesta segunda-feira, 10, o parlamentar frisou que fica feliz em ter o nome lembrado pela população para a chapa majoritária, mas que este assunto nunca foi conversado ou cogitado com o chefe do executivo estadual.

Ele frisou que a meta é trabalhar a reeleição na Câmara Federal.

“Não trato como possível, pois estou voltado a trabalhar pela minha reeleição na Câmara Federal. Quando você é lembrado como passível de receber um voto de confiança, principalmente numa disputa majoritária, é obvio que isso nos alegra e traz contentamento. Mas, não tenho tratado esse assunto com o governador e nem com outras pessoas. Não há de minha parte isso para 2018. Um dia, quem sabe, se Deus me permitir, eu postule, mas não em 2018”, salientou.

Indagado se vai continuar no PMDB, Veneziano ponderou que só vai decidir em março do ano que vem, quando da janela partidária, em que os parlamentares podem mudar de partido sem serem prejudicados.

“Essa dúvida só vou tirar em março do próximo ano. Nunca neguei que essa é uma possibilidade real, diante da realidade local que o PMDB apresenta. Mas, não é um fato consumado. Se essa decisão vier a ser tomada, preciso estar conversado com as opções, entre as quais o Partido Podemos, antigo PTN, o Democratas, ou o próprio PSB, que o governador abriu as portas para que pudéssemos ter essa opção. Mas, também é possível que eu continue no PMDB”, ponderou.

Veneziano justificou ainda que a decisão de não querer participar da chapa majoritária em 2018 não tem nada a ver com as eleições de 2016, em que o PSB não o apoiou nas eleições municipais de Campina Grande.

O deputado frisou que o nome do grupo deve ser estadualizado e ser trabalhado pelo menos um ano antes da eleição.

“Não é esse fato. Tenho uma opinião, desde o final de 2016, de que o governador, que é o condutor do grupo, deveria levar em conta que o nome para uma disputa, que seja competitiva e com perspectivas reais de vitória, seja um nome estadualizado e que tenha conhecimento de todas as regiões, e não uma apresentação às vésperas das convenções […] O nome para o grupo precisaria ter o conhecimento mínimo de um ano antes das eleições. Outros, e o próprio governador, acham que não é o momento. Não podemos fazer política de última hora. Receio que qualquer um dos nomes que temos, até os mais técnicos e menos políticos, não sejam trabalhados com o tempo suficiente”, comentou.

As declarações repercutiram na Rádio Correio FM.

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