Zelador suspeito de estuprar crianças em escola é preso em João Pessoa

De acordo com a delegada Joana D’Arc Sampaio, que investiga o caso, a decisão da Justiça atendeu a um pedido feito por ela.

março 16, 2019
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O zelador suspeito de estuprar crianças no banheiro de uma escola particular onde trabalhava, foi preso nesta sexta-feira (15), em João Pessoa, a pedido da Polícia Civil. Três adolescentes também suspeitos de envolvimento estão apreendidos desde segunda-feira (11). O Ministério Público da Paraíba já havia solicitado a prisão preventiva do ex-funcionário do colégio, no entanto, o requerimento foi negado duas vezes.

O advogado Abraão Beltrão, responsável pela defesa do ex-funcionário da instituição, informou que a decisão da Justiça foi uma surpresa, uma vez que nenhum fato novo, segundo ele, foi acrescentado ao processo. Além disso, afirmou que irá entrar com um pedido de habeas corpus.

De acordo com a delegada Joana D’Arc Sampaio, que investiga o caso, a decisão da Justiça atendeu a um pedido feito por ela. O homem foi preso em casa e, conforme a delegada, não resistiu à ação da polícia.

Segundo a delegada Joana D’arc, o ex-funcionário da instituição – afastado em 2018, após as denúncias – não apenas participava ativamente de alguns abusos, mas em outros dava cobertura e observava o ato.

Entenda o caso
De acordo com a delegada Joana D’arc Sampaio, a investigação começou em maio de 2018, com a denúncia da primeira vítima. A segunda vítima foi identificada em dezembro de 2018 e confessou, em depoimento, que também participou dos abusos contra a primeira criança. Os suspeitos foram ouvidos no mesmo ano.

Em nota divulgada na noite da terça-feira (12), o Colégio Geo Tambaú afirmou que “os alunos e o ex-funcionário acusados não têm mais vínculos com a escola desde o ano passado. Apesar de se manter atenta à comunidade escolar, o Colégio Geo reforçou ainda mais seus mecanismos de segurança e orientação, para que episódios dessa natureza nunca mais ocorram”.

Os abusos vieram à tona após a mãe de uma das vítimas receber um aviso da escola que comunicava que o filho dela estava indo com muita frequência ao banheiro. Além disso, a criança também passou a ter um “comportamento agressivo e também choroso”. “Em conversa com a mãe, a vítima contou sobre os abusos e a investigação foi iniciada”, disse a delegada.

Apesar disso, duas famílias das quatro possíveis vítimas dos abusos ainda não tinham sido notificadas a respeito do caso, até a quarta-feira (13). O Ministério Público descobriu a possibilidade de existirem outras duas vítimas a partir de depoimentos de envolvidos.

Fonte: G1PB

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