Por que o Rio de Janeiro é tão diferente em matéria de eleições

outubro 17, 2012
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A destruição do perfil dos eleitores do Rio de Janeiro, sempre na vanguarda política, cultural e ideológica deste país, é fundamental para a manutenção do status quo atual. Que os brasileiros de outras partes não me levem a mal, quando digo isto. Infelizmente, hoje, o Rio de Janeiro é o estado de maior acefalia eleitoral do Brasil.

O ano de 2012, com todas as denúncias apresentadas, em qualquer situação minimamente ética, representaria um verdadeiro apocalipse para Sergio Cabral. As situações que levaram ao impeachment de Collor são coisa alguma, se comparadas às denúncias contra o governador.

Que dupla, hein…???

Quanto a Paes, pergunto, como uma cidade mundial, como o Rio, escolhe alguém tão sem postura, sem discurso, sem opiniões, sem convicções? Enfim, uma simples marionete?

Será que os cariocas vão se prostituir por causa de uma Copa e uma Olimpíada? Dois eventos dos quais o povo não participará, por razões óbvias? Será que bancar uma festa, paga com impostos, para depois não participar dela, é tão importante assim?

Será que a Cidade Miliciosa venceu, de fato, a Cidade Maravilhosa?

Em tempo: todo castigo a Lindbergh Farias é pouco. Preferiu a conveniência à consciência (que talvez jamais a teve, pois foi um herói fabricado pela grande mídia). Escrevam aí, pois estou apostando: tentará se aproximar do PSOL, para conseguir sua candidatura. Espero que não seja aceito.

Mas, voltando ao Rio, politicamente era um estado tão diferente, que a dicotomia PT / PSDB aqui não se instalou. Desde 1989, o PSDB jamais venceu algum turno de eleição presidencial no Rio. Até fez um governador, Marcello Alencar, que só chegou a isso, por ter pego carona no PDT de Brizola anteriormente. Caso, aliás, análogo ao de Cesar Maia.

O PT, no Rio, sempre, eu disse sempre, foi uma legenda insignificante. Em 2002, o vencedor da eleição presidencial no Rio foi Garotinho, disparado. O PT jamais elegeu um governador no Rio e jamais elegeu um prefeito na capital. É por isso que Dilma não pode prescindir de Cabral e Paes.

Walter Martins/Tribuna via internet

 

 

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