
Uma das construtoras responsáveis pelas obras da Ponte do Futuro, que liga Cabedelo, Santa Rita e Lucena, carrega no histórico um episódio envolvendo prisão em flagrante e suspeita de pagamento de propina a um dirigente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT.
A Arteleste Construções integra, ao lado da Construtora A. Gaspar, o Consórcio Jampa, vencedor da licitação de R$ 465,5 milhões para executar o complexo rodoviário.
Em novembro de 2010, Túlio Gabriel de Carvalho Beltrão Filho, filho de um dos proprietários da Arteleste e funcionário da construtora na época, foi preso pela Polícia Federal após entregar R$ 58.950 em dinheiro a Gledson Golbery de Araújo Maia, então chefe de Engenharia do DNIT no Rio Grande do Norte.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e posteriormente recebida pela Justiça Federal, o dinheiro seria uma vantagem indevida relacionada a atos envolvendo contrato firmado entre o DNIT e a própria Arteleste.
O flagrante ocorreu no estacionamento de uma churrascaria em Natal. Gledson Maia também foi preso. De acordo com os registros da época, além do dinheiro, foi apreendida uma relação contendo nomes de empresas e valores.
O episódio estava relacionado a uma obra emergencial na Ponte Felipe Guerra, sobre o Rio Açu, na BR-304, contratada junto à Arteleste por aproximadamente R$ 13,7 milhões.
Atualmente, a Arteleste participa de uma das maiores obras de infraestrutura em execução na Paraíba. A empresa compõe o Consórcio Jampa, responsável pela Ponte do Futuro, juntamente com a A. Gaspar.
A documentação oficial da licitação confirma que as duas construtoras formam o consórcio contratado pelo Governo da Paraíba para elaborar os projetos e executar a obra.
Fonte: PoderPB



