
Levantamento nacional do instituto Alfa Inteligência, encomendado pela TMC e divulgado nesta quinta-feira (24), indica um cenário de forte acirramento nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate, ambos com 43% das preferências do eleitorado.
A pesquisa mostra uma redução na vantagem que o chefe do Executivo mantinha sobre o parlamentar. No levantamento anterior realizado pelo mesmo instituto, em julho, Lula liderava a disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 41% do senador. Na rodada atual, votos brancos e nulos somam 7%, enquanto outros 7% dos entrevistados declararam que não sabem ou não responderam.
Cenário de primeiro turno
No cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada — quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados —, Lula registra 40% das intenções de voto, apresentando recuo ante os 43% que somava em julho. Flávio Bolsonaro atingiu 33%, em evolução na comparação com os 29% obtidos no levantamento anterior. Com esse resultado, a diferença entre os dois líderes caiu de 14 para sete pontos percentuais.
Na sequência da lista estimulada aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 6%; o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 3%; e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que obteve 1%. Outros postulantes somados alcançam 1%. Eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto representam 6%, enquanto 5% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, na qual o eleitor declara sua preferência sem a apresentação de uma lista de nomes, Lula marca 37% e Flávio Bolsonaro pontua com 29%. Ronaldo Caiado soma 3%, Renan Santos tem 2% e Augusto Cury registra 1%. Outros nomes citados pelos entrevistados somam 3%. A taxa de brancos e nulos na espontânea ficou em 10%, ao passo que 15% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Outras simulações de segundo turno
Além do embate direto com Flávio Bolsonaro, a pesquisa Alfa Inteligência testou a candidatura de Lula contra outros possíveis adversários na disputa de segundo turno:
Lula x Ronaldo Caiado: O presidente aparece com 43% das intenções de voto, diante de 42% do ex-governador do PSD, registrando empate técnico na margem de erro.
Lula x Augusto Cury: Lula registra 42%, enquanto o escritor marca 39%.
Lula x Renan Santos: O atual presidente alcança 43% das preferências, contra 37% do integrante do movimento Missão.
Lula x Romeu Zema: O chefe do Executivo obtém 46%, enquanto o governador mineiro pontua com 39%.
Avaliação da gestão e reeleição.
O estudo aferiu o sentimento da população em relação ao desempenho da administração federal. A desaprovação à forma como o presidente administra o país é de 50%, enquanto a aprovação soma 46%. Não souberam ou não responderam 4% dos entrevistados. Na amostragem de julho, os números eram de 51% de desaprovação e 47% de aprovação.
Indagados especificamente sobre o direito de Lula a um novo mandato, 55% dos eleitores responderam que o presidente não merece ser reeleito — índice que era de 53% em julho. Em contrapartida, 43% entendem que ele merece a reeleição, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
Convicção do voto e perfil político
O levantamento revela que 72% dos eleitores se declaram totalmente decididos em relação ao voto para presidente da República. Por outro lado, 15% admitiram que ainda podem mudar de candidato até o dia do pleito e 12% afirmam que continuam indecisos.
No aspecto da autoidentificação política, o maior grupo é composto por eleitores que não se consideram nem de direita nem de esquerda, somando 35%. Entre os cidadãos alinhados à direita, 23% se declaram de direita não bolsonarista e 12% se identificam como direita bolsonarista. Já no espectro da esquerda, 15% se dizem esquerda não lulista e 13% afirmam ser esquerda lulista.
Percepção sobre o país e pautas prioritárias
Em relação ao momento vivido pelo Brasil, 45% dos entrevistados avaliam que o país está no caminho errado, contra 37% que enxergam a condução nacional no caminho certo e 17% que consideram que não está nem no caminho certo nem no errado. Ao avaliarem as condições gerais de vida nos últimos anos, 48% relataram que houve melhora, 44% disseram que a situação piorou e 8% opinaram que permaneceu igual.
Questionados sobre os temas que exercem maior influência na decisão do voto presidencial, a corrupção lidera as citações com 29%. Na sequência surgem o custo de vida (21%), educação (16%), segurança pública (14%), emprego (8%) e saúde (6%).
Caso Banco Master e confiança no STF
O levantamento da Alfa Inteligência mediu igualmente a percepção do eleitorado sobre as apurações relacionadas ao caso Banco Master. Entre os que disseram ter conhecimento das notícias sobre o assunto, 45% avaliam que as investigações alcançam somente algumas das pessoas que deveriam ser apuradas, enquanto 35% acreditam que os principais envolvidos não estão sendo atingidos. Outros 10% entendem que as apurações englobam todos os responsáveis. Sobre o papel das autoridades no caso, 72% desse grupo afirmam que o assunto é tratado com menos rigor do que deveria, 13% consideram o rigor adequado e 1% aponta rigor excessivo.
Por fim, a pesquisa avaliou o grau de confiança da população no Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado indica que 41% dos ouvidos afirmam confiar pouco na Corte, 31% declaram que não confiam e 10% dizem confiar muito. O percentual dos que não souberam ou não responderam ficou em 18%.
Dados técnicos
A pesquisa do instituto Alfa Inteligência, encomendada pela TMC, ouviu 2.700 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 23 de setembro de 2026. A margem de erro máxima estimada é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento encontra-se registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02512/2026.



