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“A urna eletrônica é confiável?”

Um caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado esta semana, para as mais de 100 pessoas que lotaram o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Glória, Zona Sul do Rio.

Junto a especialista em transmissão de dados e um delegado de polícia, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel, por questões de segurança, mostrou como fazer um acesso ilegal à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi. O método consiste em interceptar os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, os resultados são modificados, beneficiando candidatos em detrimento de outros, sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

Sob proteção policial

A revelação ocorreu durante o seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido nesta segunda-feira (10) pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (partido escolado em fraudes eleitorais após o episódio do Proconsult, recentemente publicado pelo Jornal do Brasil).

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou ainda que não age sozinho: faz parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos. Ele citou explicitamente o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB).

A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  – afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Celina Côrtes/JB Oline