Flávio Bolsonaro comemora 1º turno à frente de Lula

O candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) comemorou neste domingo (4/10) ter terminado o primeiro turno das eleições 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele fez um pronunciamento em Brasília (DF) ao fim da contagem dos votos, de onde acompanhou a apuração ao lado da família e de aliados.

“Está decretado o fim da era do PT. A mudança no nosso país. A era do PT que só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, de empresas fechadas”, afirmou o senador.

Flávio ressaltou que tinha “uma chance real” de vitória no 1º turno. “Foi por muito pouco”, completou o candidato. “Estou muito feliz de verdade com o resultado. São 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para mudança”, declarou.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio conquistou 47,03% dos votos (56,1 milhões) contra 45,16% de Lula (53,8 milhões). A abstenção foi de 33,4 milhões de brasileiros, o equivalente a 21,08% do eleitorado.

Flávio votou na capital fluminense pela manhã e retornou para Brasília, onde acompanhou a apuração ao lado da família e depois seguiu para o QG da campanha. Lá, se reuniu com apoiadores como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), eleita senadora; o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha; e seu candidato a vice, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

“Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vão interferir em eleições. Depois de tudo que o governo fez para tentar vencer as eleições… Lula está preocupado com o poder, eu estou preocupado com o Brasil”, declarou Flávio em seu discurso.

A campanha de Flávio conta com a transferência de votos de candidatos menores, como Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Com o cenário favorável ao filho de Jair Bolsonaro (PL), também se espera a declaração de apoio formal de partidos do chamado Centrão, como a Federação União Progressistas. As siglas se reunirão ao longo da próxima semana para deliberar sobre eventuais apoios neste segundo turno.

Pesam contra o presidente Lula neste segundo momento da disputa a falta de palanque nos dois maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo e Minas Gerais, Tarcísio de Freitas e Cleitinho, ambos do Republicanos e aliados de Flávio, foram eleitos no primeiro turno.