João acredita no “bom senso” para evitar greve de policiais e servidores da segurança pública

Joao Pessoa 14 de maio de 2019 entrevista com o governador do estado da paraíba, joão azevedo, no programa correio debate, da tv correio, apresentado pelo jornalista hermes de luna

O governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), acredita no “bom senso” e que “haverá um caminho” para evitar greve de policiais e servidores da segurança pública, conforme ameaça da categoria, na sexta-feira (17).

Assim como a maioria dos servidores públicos do Estado, os policiais também tiveram um reajuste salarial de 5% que, quando descontada a inflação medida pelo Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC) de 4,48%, registrada em 2019, representa um aumento real de 0,52%. Apenas professores tiveram reajuste maior nos salários, com 12,84%, e ganho real de 8,36% sobre a inflação.

João Azevêdo foi o entrevistado desta sexta-feira (24) do programa Correio Debate, da Rede Correio Sat. “Vamos discutir e apresentar os números, analisar as propostas apresentadas. Não tenho dúvidas de que vamos encontrar um caminho. Acredito no bom senso e no compromisso dos homens e mulheres que fazem a segurança deste estado”, disse ele, confiante no diálogo para evitar a paralisação geral.

Perguntado se há a possibilidade de conceder um aumento salarial maior que os 5% já anunciados para os servidores da segurança pública, João não deu resposta afirmativa, mas garantiu que a condição será discutida e avaliada a partir de números concretos. “Não podemos pôr em risco a gestão de um estado com 4 milhões de pessoas, que precisam de saúde, educação e políticas públicas de inclusão. Não podemos nos limitar a fazer gestão de folha”.

Convocação de suplentes da polícia
De acordo com o governador, 230 suplentes aprovados em concurso da Polícia Militar ainda aguardam convocação. Segundo João, 1.087 já foram chamados, dentre 1 mil do quadro oficial de vagas e 87 da suplência. Ele explicou que a convocação de suplentes depende da abertura de novas vagas na PM e do orçamento do Estado.

Fonte: Portal Correio