Lista aponta 10 ‘práticas de corrupção’ comuns no dia a dia do brasileiro

novembro 4, 2012
186 Visualizações

Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi. Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

“Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira. Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção. Confira a lista:

Não dar nota fiscal
– Não declarar Imposto de Renda
– Tentar subornar o guarda para evitar multas
– Falsificar carteirinha de estudante
– Dar/aceitar troco errado
– Roubar TV a cabo
– Furar fila
– Comprar produtos falsificados
– No trabalho, bater ponto pelo colega
– Falsificar assinaturas

“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções”, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.”

Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

Otimismo

Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmarem que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.  Para  psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.

 “Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas.

Políticos x cidadão comum

Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política. Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves.

Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.

BBC Brasil/IG

Comente esta matéria

Você também pode gostar

Defesa de Lula diz ser ilegal decisão que bloqueou contas do ex-presidente
Política
0 shares24 views
Política
0 shares24 views

Defesa de Lula diz ser ilegal decisão que bloqueou contas do ex-presidente

Jota Alves - jul 20, 2017

A defesa do ex-presidente ainda fez críticas a Moro, que para os advogados, manteve o pedido e a decisão sob sigilo

Célio acompanha diretor do DER em inspeção ao Contorno Rodoviário que será inaugurado sábado
Política
0 shares77 views
Política
0 shares77 views

Célio acompanha diretor do DER em inspeção ao Contorno Rodoviário que será inaugurado sábado

Jota Alves - jul 20, 2017

Ao lado de lideranças dos Girassóis de Guarabira, Célio fez várias visitas ao presidente do DER apresentando demandas da cidade

Gervásio inspeciona novo prédio da Assembleia e destaca preservação do patrimônio histórico
Política
0 shares104 views
Política
0 shares104 views

Gervásio inspeciona novo prédio da Assembleia e destaca preservação do patrimônio histórico

Jota Alves - jul 19, 2017

O prédio é o primeiro imóvel adquirido em 182 anos do Poder Legislativo na Paraíba

Leave a Comment

Your email address will not be published.