Acirramento da campanha na reta final

Todos nós sabemos que em cidades pequenas quando chega o período eleitoral tudo vira motivo para o disse me disse. Qualquer boato ou notícia ganham dimensões incontroláveis sobre os candidatos ou grupos políticos. É normal. É democrático.

Em Guarabira, verdade seja dita, a campanha demorou a acontecer, demorou a tomar conta das ruas, demorou a dominar as rodas de conversas nos bares, nas ruas, nas esquinas, demorou a mostrar as apostas mais mirabolantes, e para os mais afoitos a campanha estava sem “graça”.

Mas aí apareceu a primeira pesquisa! Aí o burburinho começou aqui e acolá e não parou mais.

Começaram as primeiras manifestações, nada que pudesse assustar ou incomodar a quaisquer dos candidatos. Tudo normal. Tudo nos conformes!?

Os arrastões estavam nos planos das melhores fotos. Cada um contando sua vantagem.

A campanha eleitoral em Guarabira vinha transcorrendo tranquila, por parte das coligações, não imaginamos, por enquanto, como vai ficar de agora por diante, depois do episódio da última terça (18), visto que durante um debate franco, direto, indispensável entre os candidatos a prefeito, houve quem quisesse aparecer mais do que  os candidatos e isso deu muito trabalho aos responsáveis pela segurança durante o tão esperado debate.

De repente, tudo ganhou outros ares.

Vamos ser sinceros: foi “falta de respeito”. Democracia não é baderna.

Por isso, a reta final da campanha vai merecer uma atenção maior da Justiça Eleitoral.

A quem interessa o acirramento, o conflito, a segregação, a divisão bélica entre os cidadãos eleitores?

Guarabira sabe.