Flávio Bolsonaro só fugiu da Argentina e foi para os EUA na madrugada desta quarta

O senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL/RJ) decolou às 0h21 desta quarta-feira (28), do aeroporto de Puerto Iguazu, na Argentina, com destino aos Estados Unidos.

A informação foi confirmada ao Núcleo Investigativo do ICL Notícias pela deputada federal argentina Marcela Pagano e por Santiago Tangir, diretor do Centro de Estudos e Cooperação Argentina – Brasil da Universidad Nacional de Avellaneda (UNDAV).

Ao longo do dia, tanto os aliados do senador como fontes diplomáticas americanas mentiram sobre o paradeiro do brasileiro, inclusive dizendo que ele já estava nos EUA com seu irmão. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, chegou a ironizar as primeiras notícias sobre a fuga.

Às duas horas da manhã desta quarta-feira, após a publicação da reportagem, a Direção Nacional de Migrações Argentina publicou na rede social X que Flávio Bolsonaro, a esposa Fernanda Bolsonaro e as duas filhas, entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.

Segundo o órgão, os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não havia impedimento legal para a entrada na Argentina. Ainda de acordo com o comunicado, a família embarcou às 23h30 em um voo privado operado pela Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador, conforme o plano de voo.

A decolagem foi acompanhada ao vivo pelo jornal argentino Canal C5N. Eles voaram no jato executivo Gulfstream G400, matrícula LV-JQW . Registros do site Flightradar24 também confirmam a movimentação da aeronave.

Caso a aeronave esteja a caminho do estado da Flórida, o tempo de viagem pode variar entre 8h30 a 9h30, sem escalas. Considerando o porte do jato particular, ele terá que parar para abastecer por pelo menos uma hora.

Durante coletiva de imprensa na noite desta terça-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter aprovado a operação de fuga do senador Flávio Bolsonaro. “Eu aprovei. Eu disse que tudo bem por mim”, declarou.

Trump disse que, naquele momento, o senador ainda estava na Argentina e confirmou que concederia um visto ao parlamentar brasileiro. “Não tomei lado na eleição, mas o que ocorreu lá foi terrível”, afirmou. “O pai foi tratado muito mal”, acrescentou, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.