Polícia arquiva ocorrência envolvendo Ricardo Coutinho em Brasília e conclui que não houve crime

A Polícia Civil do Distrito Federal arquivou, nesta quinta-feira (5), a ocorrência envolvendo o ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT), registrada na última segunda-feira (2), após relatos de uma suposta abordagem a crianças nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, no Distrito Federal.

No despacho, o delegado Alexander Traback Amorim de Oliveira concluiu que não há elementos mínimos que indiquem a prática de infração penal. A decisão considera que os relatos apresentados se basearam, essencialmente, em percepções e interpretações de terceiros, sem confirmação objetiva de comportamento criminoso.

“Embora algumas testemunhas tenham reproduzido relatos atribuídos a crianças que se encontravam no local, não há confirmação segura de que o envolvido tenha efetivamente realizado convite para que ingressassem no veículo, tampouco de que tenha praticado qualquer ato de abordagem com finalidade sexual, libidinosa, de aliciamento ou de outra natureza criminosa”, despachou.

Segundo o delegado, o depoimento de um vigilante da Vila Olímpica, pai de um dos adolescentes que estavam no local, corroborou que Ricardo não praticou qualquer conduta que pudesse configurar ilícito penal.

Entenda o caso
A ocorrência foi registrada na segunda-feira (2), após relatos de que Ricardo teria acionado os dispositivos luminosos do carro e feito gestos com as mãos em direção a crianças que estavam nas proximidades, inclusive em formato de coração. A notícia inicial também mencionava um possível convite para que elas se aproximassem do automóvel.

Ao prestar esclarecimentos à Polícia Civil, Ricardo Coutinho afirmou que estava no local para levar o filho a uma atividade esportiva. Segundo sua versão, ele havia estacionado nas proximidades da Vila Olímpica porque não conseguiu utilizar o estacionamento interno.

O ex-governador relatou que permaneceu brevemente dentro do automóvel e que as luzes de emergência foram acionadas quando utilizou o controle remoto para travar o veículo. Em seguida, disse que caminhou em direção ao estabelecimento.

Em manifestação nas redes sociais, Ricardo também negou qualquer comportamento impróprio com crianças e afirmou que havia solicitado as imagens do local para esclarecer o episódio.

A Polícia Militar do Distrito Federal chegou a divulgar informações preliminares sobre o atendimento, mas posteriormente publicou uma nota de retratação para esclarecer que ninguém havia sido preso. Segundo a corporação, os envolvidos apresentaram versões divergentes e concordaram em seguir para a delegacia para prestar esclarecimentos.